tem um vizinho fazendo uma farofa que o cheiro tá UMA SACANAGEM. eu cheguei ir na janela pra saborear melhor kkkkkk
às 9h da manhã devia ser proibido (mentira, faça mais, vizinho)
tem um vizinho fazendo uma farofa que o cheiro tá UMA SACANAGEM. eu cheguei ir na janela pra saborear melhor kkkkkk
às 9h da manhã devia ser proibido (mentira, faça mais, vizinho)
expresse pra eles, necromante... expresse pra eles...
20.10.2025 23:23 — 👍 1 🔁 0 💬 1 📌 0@efitialexa.bsky.social @veia.bsky.social @jeffgarapinha.bsky.social @mdafontef.bsky.social @ramonvgomes.bsky.social @terror
20.10.2025 15:40 — 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0A máquina ainda zumbe. Agora entendo: não é ela que está quebrada. Sou eu. Sempre fui eu. E cada café que preparo é uma confissão que nunca tive coragem de fazer. A fila continua lá fora. Eles querem seus medos. Mas só tenho os meus para oferecer.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Os "clientes curados" nunca existiram. Pessoas viam o que queriam ver porque EU queria que vissem algo. Meu medo de ser irrelevante criou um espetáculo de relevância. Meu pavor de mediocridade gerou um café extraordinário. Ironia amarga.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Nunca foram os clientes. A máquina não lia mentes alheias. Ela amplificava a minha. Cada insegurança que enterrei profundo, cada pavor de ser comum, de falhar, de não importar. Eu projetava tudo isso em cada maldita xícara que preparava.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Então percebi: todas as manifestações eram as mesmas. Fracasso, mediocridade, perda de controle. Variações de um único tema. Não eram medos diversos de pessoas diferentes. Eram fragmentos do mesmo pesadelo. Do MEU pesadelo.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Uma noite, fiquei sozinha na cafeteria. Preparei um café para mim. Bebi devagar, esperando. Nada. Preparei outro. Outro. Dez xícaras. Todas vazias de significado. A máquina zumbia, frustrada. Por que não funcionava comigo? O que estava errado comigo?
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Parei de dormir direito. Cada xícara que servia, cada medo manifestado, entrava em mim. Acumulava. A ansiedade de uma cliente se tornou minha. O pânico de outro, também. Estava me afogando em terrores alheios. Mas eram mesmo alheios?
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Tentei usar outra máquina. O café saía normal, insosso. Os clientes reclamavam, decepcionados. A máquina antiga me chamava, seu zumbido ecoando na minha cabeça mesmo quando eu estava em casa. Precisava dela. Ou ela precisava de mim?
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Minha cética racional estava rachando. À noite, sonhava com a máquina. Durante o dia, via os medos se materializando: sombras na espuma, sussurros no vapor. Os clientes saíam transformados ou destruídos. Eu só queria fazer café. Café comum. Previsível. Seguro.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Comecei a reconhecer padrões. Homem de terno via fracasso financeiro. Mãe jovem sentia gosto de abandono. Idoso encontrava solidão cristalizada no fundo da xícara. Impossível. Mas impossível não paga aluguel. Continuei servindo, ignorando o zumbido constante.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Em duas semanas, fila na porta. Pessoas querendo "enfrentar seus medos" através do meu café. Achei ridículo. Coincidências, psicologia barata, efeito placebo. Mas o dinheiro era real. E a máquina zumbia diferente agora. Um som quase... ansioso.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0No dia seguinte, três pessoas pediram "aquele café especial". Que café especial? Preparei normalmente. Cada um recebeu algo diferente: um viu sangue na espuma, outro encontrou cabelos, a terceira jurou ter sentido gosto de terra. Todos voltaram. Todos pagaram o dobro.
20.10.2025 15:40 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0
EXTRAÇÃO:
A máquina começou a falhar numa terça qualquer. Nada demais: café amargo, espuma estranha. Mas a cliente olhou para a xícara e empalideceu. "Como você sabia?", sussurrou. Eu não sabia de nada. Ela saiu correndo, deixando dinheiro a mais.
Tu já viste um fantasbrócolis?
18.10.2025 17:24 — 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0@efitialexa.bsky.social @veia.bsky.social @mdafontef.bsky.social @jeffgarapinha.bsky.social @ramonvgomes.bsky.social
18.10.2025 11:39 — 👍 3 🔁 0 💬 0 📌 0Afinal, o vazio não é apenas ausência. Às vezes é também fome. E eu estava vazia há tanto tempo. Talvez seja hora de descobrir do que EU posso me alimentar. A criança sorri. Ainda não entende: predadores reconhecem predadores. E eu despertei faminta.
18.10.2025 11:38 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Parei de forçar sorrisos. Minha melancolia voltou a ser escudo. A entidade me ignorou novamente. Agora via tudo claro: a criança esperando, paciente, seus olhos antigos me observando. Precisava de um novo plano. Um que não envolvesse esperança.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Um ecossistema perfeito: a entidade remove a felicidade, deixando apenas desespero para a criança consumir. E eu, idiota, tentando me tornar feliz para deter o servo. Estava me oferecendo exatamente como ela planejara. Isca perfeita.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Lembranças se reorganizaram: sua família definhando de tristeza inexplicável, amigos se isolando, o cachorro que morreu quieto num canto. A criança se alimentava de melancolia. E trouxera a entidade luminosa para "limpar" qualquer alegria restante.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0A resposta estava nos olhos dela. Sempre pareceram velhos demais. Percebi as sombras se movendo ao redor dela, nutrindo-se de cada lágrima na escola, cada grito de frustração em casa. Ela não tinha um parasita. Ela ERA o parasita.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Foi quando encontrei os desenhos da criança. Símbolos estranhos, geometrias que doíam nos olhos. Não eram rabiscos infantis. Eram invocações. A criança não criara um amigo imaginário. Ela convocara um exterminador de alegria. Mas por quê?
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Alegria voluntária é um oxímoro para quem vive em cinza. Mas tentei. Músicas antigas, fotos de família, memórias quentes. Forçava sorrisos no espelho. A entidade começou a me notar. Meu sacrifício seria a isca. Vulnerabilidade como arma.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0A entidade ignorava minha presença, focada em caçar outras vítimas. Pela primeira vez em anos, senti algo próximo de propósito. Pesquisei, procurei respostas. Todas apontavam para a mesma conclusão impossível: precisava sentir felicidade.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Descobri então: ele se alimentava de alegria. Júbilo, esperança, qualquer centelha de luz humana. Já drenara vizinhos, colegas de escola da criança. Eu era imune. Meu vazio me protegia. Que ironia amarga: minha doença era minha armadura.
18.10.2025 11:38 — 👍 4 🔁 0 💬 1 📌 0Quando finalmente se materializou, era bonito. Translúcido, feito de luz que não ilumina. Sorriu para mim e senti um vazio ainda maior. "Você não serve", disse com voz de eco distante. "Não há nada em você para consumir."
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0Minha terapeuta disse que melancolia crônica embota os sentidos. Talvez por isso demorei tanto para perceber: o ar ao redor da criança vibrava. Algo estava ali, condensando-se. Algo que sempre esteve ali, esperando que eu pudesse ver.
18.10.2025 11:38 — 👍 3 🔁 0 💬 1 📌 0
FOME ANTIGA:
O quarto não mudou em semanas. Brinquedos na mesma posição, cortina meio aberta, luz da tarde sempre igual. Eu observava da porta, sentindo nada. Nem preocupação. A criança murmurava com alguém invisível no canto escuro.
tem dia que eu só queria um expresso e uma empadinha superfaturada memo no final da tarde, enquanto leio um livrim
16.10.2025 18:30 — 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0