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Walter Lowande

@hecodex.bsky.social

Historiador. Professor do Departamento de História da UNIFAL-MG. Estudos críticos de patrimônio, historiografia e Antropoceno. Opiniões pessoais.

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Latest posts by hecodex.bsky.social on Bluesky

Quando a gente fala em crítica honesta, é disto que estamos falando:

23.01.2026 03:34 — 👍 3    🔁 1    💬 0    📌 0
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Contra a redução epistêmica: em defesa de Nêgo Bispo e da substantividade do pensamento contracolonial A pesquisadora e historiadora Pâmela Carvalho discute em texto de opinião a obra do intelectual e filósofo quilombola Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo, em contraste com recente texto publicado n...

Lindo texto!

22.01.2026 23:43 — 👍 1    🔁 1    💬 0    📌 0

Isso, Roque, exatamente isso! O Barros transformou "contracolonialidade" em "contracolonialismo" no texto! Também não vejo na obra do Bispo pretensões de organização de um movimento como o prefixo sugere. Esse neologismo, em particular, não pode ser colocado na conta do Bispo.

22.01.2026 19:37 — 👍 1    🔁 0    💬 0    📌 0
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Contra "Contra Nego Bispo" Comentário ao texto "Contra Nego Bispo", publicado por Douglas Barros no Blog da Boitempo (21/01/2026). Este meu texto é uma versão, com pequenas correções, de um fio que postei no Bluesky mais cedo.

Reproduzi no Substack o texto do fio que publiquei aqui mais cedo, para facilitar a leitura. Corrigi alguns errinhos e incluí um PS.

22.01.2026 19:09 — 👍 3    🔁 3    💬 0    📌 0

Isso aqui foi quase abjeto

22.01.2026 18:47 — 👍 10    🔁 1    💬 0    📌 0

Muito agradecido por suas palavras. Eu tenho muito desacordo com bispo, mas o conheci em caminhadas de diálogos com outros povos, numa postura de conhecer outros, outras e desafiar estes à luta contra o colonialismo. Era para isso que escrevia. Para que escreve Barros?

22.01.2026 18:51 — 👍 8    🔁 1    💬 0    📌 0

Boa leitura pessoal. Espero que ajude. Chega de interpretação preguiçosa de perspectivas teóricas alheias.

22.01.2026 18:51 — 👍 14    🔁 1    💬 0    📌 0

Vale a pena ler esse fio a respeito do texto de Barros no blog da @boitempo.bsky.social sobre o Antônio Bispo

22.01.2026 17:04 — 👍 2    🔁 1    💬 1    📌 0

@boitempo.bsky.social

22.01.2026 16:23 — 👍 0    🔁 0    💬 0    📌 0

seus intérpretes, bastante colonizador também.

22.01.2026 15:25 — 👍 6    🔁 0    💬 0    📌 0

que não a sua própria como inferiores. Aqui Barros incorre, ele próprio, em uma redução ontológica do outro que garante a ocupação de territórios acadêmicos e midiáticos por sua própria comunidade. Em um sentido bastante específico, portanto, o próprio marxismo pode ser, a depender de +

22.01.2026 15:25 — 👍 8    🔁 0    💬 1    📌 0

"3. a sustentação mítico-religiosa de sua 'oralidade”. Sem contar que, novamente, quem separa "cosmovisão" de "necessidades materiais" é o próprio Barros, reduzir cosmovisão a religiosidade e misticismo é uma forma arrogante (para não dizer outra coisa), de julgar as tradições de raciocínios +

22.01.2026 15:25 — 👍 6    🔁 0    💬 1    📌 0

Parênteses: não haveria nessa postura, como se manifestou um amigo cuja reflexão respeito muito, uma certa "espiral disciplinadora", no mínimo desrespeitosa, de um certo marxismo situado? +

22.01.2026 15:25 — 👍 7    🔁 0    💬 1    📌 0

Enfim, parece que Barros deseja fazer de Bispo um anti-Marx quando ele nunca se arrogou a responsabilidade de uma luta que não fosse a defesa de sua própria comunidade! Francamente, não sei se ele está errado ao se colocar nesse lugar mais sossegado. +

22.01.2026 15:25 — 👍 7    🔁 0    💬 1    📌 0

o estabelecimento de alianças estratégicas, com outras comunidades, como a própria tribo dos marxistas (pela qual, reafirmo, nutro algumas simpatias e algumas preguiças). Para mim, MST, Teia dos Povos, EZLN e várias outras experiências são exemplos históricos dessas confluências. +

22.01.2026 15:25 — 👍 6    🔁 0    💬 1    📌 0

Outro equívoco: Bispo não prega a emancipação da humanidade por meio do "contracolonialismo" (termo que Barros francamente inventa). Trata-se apenas de afirmar o valor de um modo de vida que se opõe, na medida do possível, à mercantilização, à racialização etc. Isso não impede, no entanto, +

22.01.2026 15:25 — 👍 4    🔁 0    💬 2    📌 0

"2. a homogeneização da experiência colonial, que hipostasia o conceito de raça". Aqui o problema é simples. Barros vê "homogeneização" onde Bispo fala em "confluências afropindorâmicas". Basta compreender melhor o conceito de confluência para não incorrer nesse equívoco interpretativo. +

22.01.2026 15:25 — 👍 6    🔁 0    💬 1    📌 0

tenha exercido a violência colonial. Esse ponto demandaria maior elaboração, mas deixarei isso para um ensaio futuro que estou organizando neste momento. +

22.01.2026 15:25 — 👍 3    🔁 0    💬 1    📌 0

Não que eu discorde da interpretação marxiana sobre o capitalismo, muito pelo contrário. Uma exemplo de sua importância é a sua proximidade com a interpretação que David Kopenawa faz sobre a mineração. Mas ainda não estou convencido de que o capitalismo seja a única forma por meio da qual se +

22.01.2026 15:25 — 👍 4    🔁 0    💬 1    📌 0

Barros está correto, no entanto, ao afirmar que não se pode ter acesso automático a uma perspectiva cosmológica apenas por se ter vivido em um território. Mas aqui precisamos voltar a nos questionar se é apenas por meio da tradição intelectual marxista que se obtém um acesso privilegiado ao real. +

22.01.2026 15:25 — 👍 8    🔁 0    💬 1    📌 0

que talvez desconheça. Seria importante levar em conta aqui a obra de autores(as) africanos(as), por exemplo, sobre as sociedades da oralidade. É muito fácil e confortável se desfazer de tudo que não seja marxista o suficiente. Isso sim parece uma mitificação edenista de um intelectual europeu. +

22.01.2026 15:25 — 👍 9    🔁 0    💬 1    📌 0

Além disso, considero muito problemático desqualificar o pensamento (que o autor discrimina sarcasticamente grafando-o entre aspas) e o conhecimento da oralidade como "mítico", "essencialista" ou "romantizado". Aqui é preciso dizer que Barros despreza de forma arrogante um amplo debate +

22.01.2026 15:25 — 👍 9    🔁 0    💬 1    📌 1

contrário, justamente um corretivo a isso, pois situa a violência contra a qual ele se situa no início da colonização. Identificar uma continuidade histórica, ainda que com suas diferentes atualizações, é muito diferente de produzir uma afirmação a-histórica. +

22.01.2026 15:25 — 👍 4    🔁 0    💬 1    📌 0

Barros divide suas críticas em "três linhas" que, a meu ver, não se sustentam. Vejamos cada uma delas:
"1. a ideia de uma luta a-histórica entre cosmologias". Há, de fato, muita a-historicização no debate sobre pluralismo ontológico acerca do Antropoceno. No entanto, o pensamento de Bispo é, pelo +

22.01.2026 15:25 — 👍 3    🔁 0    💬 1    📌 0

são tornados disponíveis (até que haja resistência) para fins violentos que não só a acumulação capitalista, embora, historicamente, esse tenha sido um motivo muito importante, se não prioritário. +

22.01.2026 15:25 — 👍 4    🔁 0    💬 1    📌 0

diretamente na destruição de ecologias por autorizar, da forma como feito, a subjugação de corpos racializados e de paisagens. Aqui é importante destacar que o outro pode ser rebaixado ontologicamente seja como infiel, como recurso econômico ou como raça inferior. Em todos eles, esses corpos +

22.01.2026 15:25 — 👍 6    🔁 0    💬 1    📌 0

sobre a qualidade dos seres também influi no mundo concreto a partir de condições materiais preexistentes. Por que interromper a análise dialética quando ela também deveria se deter à materialidade dos discursos? Para talvez ficar mais claro: o que o colonizador disse sobre Deus impactou +

22.01.2026 15:25 — 👍 5    🔁 0    💬 1    📌 0

Barros critica essa perspectiva intelectual como "inversão idealista", para a qual é uma teoria do conhecimento que produz o mundo material, e não o contrário. Em primeiro lugar, talvez haja aí uma confusão entre epistemologia e ontologia. Em segundo lugar, um discurso sobre o conhecimento ou +

22.01.2026 15:25 — 👍 4    🔁 0    💬 1    📌 0

humano e não humano por meio da violência colonial. Ao contrário disso, as múltiplas cosmologias relacionais afrodiaspóricas e ameríndias produziram uma resistência bastante concreta ao colonialismo bloqueando o avanço de sua forma de recompor a "teia da vida", como diria Jason Moore. +

22.01.2026 15:25 — 👍 8    🔁 0    💬 1    📌 0

Para Bispo, acertadamente, ao meu ver, perspectiva cosmológica (que Barros reduz a religião) e conformação de territórios e paisagens são a mesma coisa. A cosmologia transcendentalista dos colonizadores fortaleceu a monocultura, o escravismo, o racismo e as demais formas de exploração do trabalho +

22.01.2026 15:25 — 👍 9    🔁 0    💬 1    📌 0

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