7
Durante o meu período de luto fiz uma data de coisas diferentes, como, por exemplo, passear. Acordava cedo – nunca consegui acordar tarde na minha vida, infelizmente – e saía, na maior parte das vezes a pé. Punha-me em direção à Estrela, e depois tomava o sentido que me apetecesse mais, que era…
6
Houve uma altura em que rezava. Não era muito novo, já conhecia algumas coisas. Já sabia, por exemplo, o que era a pornografia – mas não foi pela pornografia que comecei a rezar. Comecei a rezar pela oportunidade, por sentir que estava a falar com alguém, ou melhor: por sentir que podia falar…
5
No dia em que o meu pai morreu, eu estava deitado no sofá, na Gonçalves Crespo, a acordar depois de um breve sono. Era domingo de manhã. Tinha chegado a casa de madrugada, vindo da Rua de Angola, onde morava a Milly. Milly era uma estudante de doutoramento norte-americana que estava em Lisboa…
4
Ninguém fez qualquer pergunta depois do que se passou. Ninguém perguntou como foi, nem como estava. O meu pai, a Cândida, o Pires, nada. Talvez não o tenham feito por medo, talvez por respeito, não sei. Nem a Armanda fez perguntas, anos mais tarde, mas também não precisou: contei-lhe tudo, ou…
Crónica deste mês, sobre esta crise mundial e o penoso (para não dizer pior) primeiro-ministro que temos.
Guardar o medo - crónica sobre o estado do mundo e do país, aqui: comunidadeculturaearte.com/guardar-o-me...
Deus te oiça
vou propôr
Vivi para ver o Paulo Madeira com óculos
Isto é um ótimo cartaz
A era moderna (reprise) - crónica na @comculturaearte.bsky.social sobre o início do ano, casacos reencontrados e um dos melhores discos rock de uma geração lisboeta.
comunidadeculturaearte.com/a-era-modern...
Lisboa, 2025
Morreu David Lynch, o meu realizador preferido. Aqui fica a elegia possível. Porra.
cidadaopires.com/2025/01/16/d...
imagem épica
O ano de 2024, sobre o que foi, o que é, o que pode ser. Para o ano vou escrever semanalmente sobre uma viagem que fiz há uns anos. Mas ainda falta para o ano. Bom Natal e boas entradas - até já.
cidadaopires.com/2024/12/21/o...
A crónica na @comculturaearte.bsky.social Samuel Úria, Diego Armés e Laura Palmer
entram num bar; ao longe a Síria, ao perto o mar - uma crónica de fim de ano, entre Lisboa e Antuérpia. Beijos
comunidadeculturaearte.com/o-fim-do-ano/
All houses dream in blueprints
Our houses dream so hard
Outside, you can see my shoeprints
I've been dreaming in your yard
Um poema de Bruxelas, em inglês, in the restaurant of my old self:
cidadaopires.com/2024/11/30/i...
Maison Hannon, Bruxelles
“ Antuérpia não é um sítio final. É uma cidade como as outras: com bares e nevoeiros, o silêncio, as pessoas, as vozes, a matemática impenetrável das suas multiplicações e desmultiplicações, e o fluxo e refluxo das imagens.” (Herberto Helder, Os Passos em Volta)
Martinho Lucas Pires (@mlucaspires.bsky.social) vai passar a escrever regularmente para a Comunidade Cultura e Arte. Esta é a primeira crónica: comunidadeculturaearte.com/a-contempora...
yes, yes, yes - se alguma vez fores ao Mississipi, há um spot imperdível disso
Crónica publicada hoje na @comculturaearte.bsky.social em que escrevo sobre esta coisa marada que é a contemporaneidade e a sua falta de romance (mete Fontaines, David Berman, e Twin Peaks). Podem ler aqui: comunidadeculturaearte.com/a-contempora...
Ando há duas semanas a rever todo o Twin Peaks. Vi entretanto dois episódios do The Return. Sinto que a minha vida já está a mudar. Mas é só o início, não é?
Dez textos sobre as dez canções de 2024. De Jessica Pratt a MJ Lenderman, foram estas que ficaram - que vão ficar. Aqui:
cidadaopires.com/2024/11/21/d...
No café austríaco, com uma cerveja misturada, e um livro de Asimov a desfazer-se, numa ciência do real que é um final de tarde num dos poucos cantos da baixa lisboeta onde ainda se sente que sim, isto é um bom abrigo.