Bom, aqui em São Paulo eu conheço vários grupos que trabalham em parceria com indústria farmacêutica
26.02.2026 12:31 — 👍 2 🔁 0 💬 1 📌 0Bom, aqui em São Paulo eu conheço vários grupos que trabalham em parceria com indústria farmacêutica
26.02.2026 12:31 — 👍 2 🔁 0 💬 1 📌 0Eu também concordo que a resistência tá no setor privado. Mas essa mentalidade tem mudado nos últimos 15 anos. Meu laboratório mesmo tem diversas parcerias com indústrias farmacêuticas. O meu ponto é que mesmo que a indústria esteja aberta, muitos dos acadêmicos vêem as PPP com maus olhos
26.02.2026 12:18 — 👍 1 🔁 0 💬 1 📌 0Hahahahah
26.02.2026 11:37 — 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
E aí: A POLILAMININA pode ganhar UM NOBEL? 🤔
Eu te explico! 🧡
Tem razão, sempre coloquei alt-text nos meus fios mas como fiquei muito tempo sem fazer por causa do doutorado, esqueci. Obrigado por fazer
26.02.2026 02:59 — 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0E quanto ao Nobel, mesmo que chegasse HOJE as prateleiras a polilaminina com tudo comprovado (Vai levar pelo menos 5 anos), o Nobel não sairia esse ano. O comitê costuma premiar as descobertas por volta de 10-20 anos depois, com os resultados e consequências já estabelecidos
26.02.2026 01:35 — 👍 59 🔁 4 💬 4 📌 0Mas, como diria o Toguro, Calma pai. Não podemos colocar os carros nas frentes dos bois. Eu espero mais do que ninguém que a polilaminina funcione nos ensaios clínicos e possa ser usada para tratar pacientes com tetraplegia. Mas, só depois de passar pelas etapas do processo.
26.02.2026 01:35 — 👍 51 🔁 4 💬 1 📌 0Pra terminar, eu vejo com bons olhos que pessoas que outrora estiveram falando mal da universidade pública (balbúrdia etc.) agora exaltam a Profa. Tatiana e a ciência brasileira. A gente faz muito com muito pouco! O cientista brasileiro é foda e é muito legal que seja reconhecido
26.02.2026 01:35 — 👍 57 🔁 5 💬 1 📌 0da história a achar uma molécula com potencial de revolucionar curas, porque ela acha que ELA tem o poder de tomar um caminho diferente? Nisso eu dou um puxão de orelha: a polilaminina NÃO ESTÁ acima do método científico e se quer se provar, precisa passar por cada etapa
26.02.2026 01:35 — 👍 59 🔁 4 💬 1 📌 0Apenas um estudo com controles rígidos pode garantir que responderemos essa pergunta. E nisso, entra a minha maior crítica até o momento à Profa. Dra. Tatiana Sampaio, a fala "Eu farei o que eu achar que for ético". A ciência não é personalista! Ela não é a primeira pessoa +
26.02.2026 01:35 — 👍 65 🔁 7 💬 1 📌 0E isso porque um estudo tão pequeno quanto o disponível não responde perguntas fundamentais como: e se os 2 pacientes que morreram tiveram como a causa da morte a injeção da polilaminina? e se os 6 que melhoraram já melhorariam mesmo sem ela? ou até melhor do que com ela?
26.02.2026 01:35 — 👍 41 🔁 2 💬 1 📌 0grupo placebo, como a @mellziland.bsky.social o @igoreckert.com.br e o Vitor Borin. O que posso afirmar e resumir pra vocês é: o grupo controle É NECESSÁRIO. Ele só não precisa necessariamente ser de placebo; podemos usar um ensaio head-to-head, que compara com o melhor tratamento disponível
26.02.2026 01:35 — 👍 53 🔁 6 💬 1 📌 0eu sou químico medicinal, meu foco de trabalho são nas fases iniciais de desenvolvimento; o desenho de estudos clínicos requer um nível de estudo de epidemiologia e estatística mais sofisticado. Segundo, que muitos perfis já discutiram muito bem a necessidade/ética ou não de
26.02.2026 01:35 — 👍 37 🔁 4 💬 1 📌 0SOMENTE segurança, e não eficácia, que é testada em escala pequena na fase 2 e em escala grande na fase 3. Não é meu intuito debater a fundo aqui a fala dela sobre necessidade de controle com placebo, primeiro porque é um tema que não é o meu foco de estudo;
26.02.2026 01:35 — 👍 39 🔁 3 💬 1 📌 0Por isso peço calma quando falamos do tema: no momento, temos tanto estudos que falam a favor da poliLM quanto estudos que mostram efeito nulo. E aqui entra a necessidade do ensaio clínico bem feito, e passando pelas 3 fases. Na fase 1 que vai começar em março, será avaliado+
26.02.2026 01:35 — 👍 52 🔁 7 💬 1 📌 0mais tratamento de fisioterapia e pilates, o que já é o tratamento preconizado e poderia ajudar os pacientes. No entanto, um espaço amostral de 6 pacientes não permite concluir nada, além de que a avaliação ASIA de lesão precisa ser muito bem feita para evitar falsas conclusões
26.02.2026 01:35 — 👍 43 🔁 3 💬 1 📌 0cães (doi:10.3389/fvets.2025.1592687) falhou em achar efeito positivo, já num grupo mais heterogêneo, perto do que se encontraria na vida real. O estudo com humanos (mesmo doi do de ratos) reportou melhora em 6/8 pacientes com 2 mortes. Os pacientes receberam polilaminina +
26.02.2026 01:35 — 👍 36 🔁 4 💬 1 📌 0Os estudos publicados até o momento traçam um caminho de incerteza. O estudo com ratos (no pré-print doi: 10.1101/2024.02.19.24301010) conseguiu concluir uma melhora estatisticamente significativa no grupo com aplicação de polilaminina frente ao grupo controle; já o estudo de +
26.02.2026 01:35 — 👍 37 🔁 3 💬 1 📌 0
ou seja, pesquisa oriunda 100% da universidade pública (Sem parceria no desenvolvimento inicial) e só então ir pra privada, só conheço o caso dela. Portanto, acho que só por chegar nessa etapa ela merece SIM palmas pelo feito.
Feito o assopra, vamos pro morde.
e levar em frente etapas tão caras e que tem tanto risco.
Chegar com uma pesquisa brasileira na fase de ensaio clínico fase 1 já é MUITO difícil. Existem poucos ensaios clínicos oriundos de pesquisas de inovação radical no brasil, e com a história parecida com a da Tatiana +
É estimado que para o desenvolvimento de cada novo medicamento, o investimento total desda prospecção até a chegada no mercado, incluindo ensaios clínicos, seja de um bilhão de dólares, com boa parte desse gasto só nos ensaios clínicos. Nenhuma universidade tem $ pra aguentar
26.02.2026 01:35 — 👍 45 🔁 4 💬 1 📌 0O que é IMPOSSÍVEL fazer é desenvolver um medicamento CEM POR CENTO dentro da universidade; primeiro porque não é o propósito da universidade, que é produzir conhecimento, segundo porque não há espaço e instalações adequadas pra isso, terceiro porque o custo é IMENSO.
26.02.2026 01:35 — 👍 45 🔁 3 💬 1 📌 0A Profa. tinha duas opções: ou faria uma startup do zero para desenvolver a sua tecnologia, que demandaria reuniões com investidores, estudo de negócios, logística de espaço e tudo mais, ou faria uma parceria com uma indústria já existente, que foi o que aconteceu.
26.02.2026 01:35 — 👍 38 🔁 3 💬 1 📌 0resistência em firmar parcerias público-privadas; muitas vezes, pesquisadores que fazem parcerias com a indústria são até mal-vistos dentro de seus departamentos. Uma das perguntas do Roda-viva para a professora foi se ela não tinha medo de ficar na mão da Cristália pra pesquisa.
26.02.2026 01:35 — 👍 38 🔁 3 💬 1 📌 0Outro ponto é que as Universidades brasileiras NÃO tem tradição em inovação; somos muito bons em pesquisa de base, mas existe muita resistência dentro da própria academia de transformar pesquisa básica em inovação e tecnologia, e muita +
26.02.2026 01:35 — 👍 48 🔁 4 💬 2 📌 0Isso atrasa e muito a pesquisa de bancada no Brasil, que nos torna menos competitivos que o resto do mundo, então mesmo que tenha demorado, tenho certeza que a Tatiana foi muito persistente e guerreira para desenvolver essa pesquisa.
26.02.2026 01:35 — 👍 49 🔁 4 💬 1 📌 0Para vocês terem uma ideia, uma molécula de 50 dólares podem chegar aqui a 600 reais (caso real que passei), a entrega que no hemisfério norte levaria 2-3 dias lá (já tive entrega no mesmo dia trabalhando em Oxford) pode levar 6 meses aqui pela burocracia na alfândega
26.02.2026 01:35 — 👍 42 🔁 4 💬 1 📌 0Isso é um desafio no mundo inteiro, mas mais ainda no Brasil: os reagentes são mais caros pra nós do que pra Europa e EUA não só pela moeda mais fraca mas também pelos impostos;
26.02.2026 01:35 — 👍 50 🔁 3 💬 1 📌 0Primeiramente, quero destacar que independente dos resultados dos ensaios clinicos, o que a Profa. Tatiana fez já é fantástico: ela teve a persistência de fazer pesquisa básica no Brasil e teve o clique de como aplicar essa pesquisa na medicina translacional( chegar pro paciente)
26.02.2026 01:35 — 👍 57 🔁 4 💬 1 📌 0Queria começar a thread dizendo que pessoalmente não tenho nada contra a Profa. Dra. Tatiana Sampaio. Também digo que não vou FOCAR a polêmica do uso ou não de placebo no grupo controle, meu foco é na visão panorâmica do caso no contexto de desenvolvimento de fármacos.
26.02.2026 01:35 — 👍 143 🔁 47 💬 3 📌 21