向青葵「aoi/yu」🌻

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↬ Escrevendo, traduzindo e postando histórias no Ao3 ↬ Mais informações: https://aomawari.straw.page

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Alguns passos até você

• Fandom: Zenless Zone Zero #ZZZ
• Ship: Lighter/Belle #LighterBelle #イトリン
• Palavras: 58.070
• Capítulos: 30
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MUITO obrigada a todos aqueles que acompanharam por aqui ou pelo Ao3! Chegamos ao fim dessa saga. Espero que tenham aproveitado a leitura tanto quanto eu aproveitei a escrita.

Boa sorte a todos amanhã no banner do Lighter e do Hugo! 🐇

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Imagem em fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 30 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao fim da thread. Imagem em fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 30 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao fim da thread.

#LighterBelle #イトリン

FIM 🩷✨🐇

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Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread.

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Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread.

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Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem com fundo preto e letras amarelas contendo o capítulo 29 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread.

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Imagem em fundo preto e texto amarelo, contendo o capítulo 28 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem em fundo preto e texto amarelo, contendo o capítulo 28 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread.

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Imagem em fundo preto e texto amarelo, contendo o capítulo 28 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem em fundo preto e texto amarelo, contendo o capítulo 28 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread. Imagem em fundo preto e texto amarelo, contendo o capítulo 28 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Link ao final da thread.

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Imagem em fundo preto com o capítulo 27 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Disponível no Ao3 abaixo. Imagem em fundo preto com o capítulo 27 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Disponível no Ao3 abaixo. Imagem em fundo preto com o capítulo 27 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Disponível no Ao3 abaixo. Imagem em fundo preto com o capítulo 27 da fanfic Lighter/Belle "Alguns passos até você". Disponível no Ao3 abaixo.

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Alguns passos até você - Chapter 26 - Tsuyushi - Zenless Zone Zero (Video Game) [Archive of Our Own] An Archive of Our Own, a project of the Organization for Transformative Works

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Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread. Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread. Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread.

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Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread. Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread. Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread. Imagem contém o capítulo 26 da fanfic "Alguns passos até você". Link disponível ao fim da thread.

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10 months ago
Um pouco depois, já conseguimos ouvir os uivos e rugidos de mais etéreos se aproximando. Caesar ainda tentou alcançar o chefe, mas a fissura se expandiu, começando a engolir ele com o contêiner em que ele estava, carregado de coisas.
— Cuidado com as costas. — Foi a última coisa que ouvimos dele.
— LIGHTER-SAN, CUIDADO! — Eous gritou.
E, antes que eu pudesse processar, senti uma garra me acertar pelo lado, me atirando longe. Meu corpo bateu contra um contêiner vazio, amassando um pouco o aço e eu ouvi um pequeno som metálico, como se algo caísse no chão.
— Droga — crispei. Era o cachorro que havia se levantado. — Achei que você tinha aprendido a ser bom garoto.
Ele me ignorou, indo na direção de Burnice e Caesar. Corri para elas, aparando o golpe dele, devolvendo um soco impulsionado com a manopla. Elas aproveitaram que ele estava atordoado para baterem nele comigo.
Mas não bastou eliminar esse, pois vieram outros. Soltei os músculos dos ombros, porque aquilo daria um trabalho. Percebi como Caesar remanejou a espada e Burnice calibrou os lanças-chamas.
E nós pudemos etéreos para voar, ainda que com dificuldade porque eram muitos. Quando a situação se acalmou, olhamos em volta, mas só havia os saqueadores caídos e algumas cargas danificadas.
— Recolham o que conseguirem para levarmos ao DPS — Caesar ordenou e nós fomos limpar a área.
Amarramos os saqueadores, eu arrastando eles para fora da esfera, enquanto Burnice e ela levavam a carga. Eous nos guiou pela rota mais curta até onde era a entrada — e o DPS já estava aguardando na porta.
— Muito bom, vocês ajudaram muito. — Era a oficial Zhu Yuan, analisando as cargas enquanto os subordinados ajudavam com os saqueadores. — Vocês tiveram ajuda, não é?
Nesse instante, Eous apareceu no meu pé, acenando para Zhu Yuan. Ela suspirou, sorrindo em seguida, entendendo tudo.
Fiquei de longe assistindo eles resolverem tudo. Não era mais da minha alçada nesse momento.
Levei a mão para ajeitar o cachecol — e, nesse minuto, percebi … — Provavelmente na esfera, outra vez. — Suspirei, entristecido, chateado. — Não vou poder voltar agora, a chefe precisa de mim.
Ouvi o som das patinhas de Eous se virando, olhando para dentro da esfera. Depois, ele se virou para mim, as orelhas jogadas para trás, os olhinhos entristecidos.
— Rin, tudo bem. Eu vou buscá-las assim que possível. Mas eu não posso largar a chefe agora — expliquei. — E meu braço ainda dói do golpe. Vou tratar dele antes de entrar, vai ser melhor.
— Lighter-san…
— Está tudo bem.
Rin não pareceu convencida, pela expressão que Eous fazia. Chutei um pouco de terra. Eu estava aborrecido, mas certo de que elas não sairiam de lá. Se eu as recuperei uma vez, eu as recuperaria de novo. Só precisava de um pouco de calma.
Voltamos a Xilobrasa temporariamente e eu fui tratar dos meus ferimentos depois de deixar o Eous com os proxies. E, de lá, precisei ir junto com o DSP para depor.
Iria demorar só mais um tempo do que eu imaginava, mas as coisas entrariam nos eixos.
Era o que eu acreditava.

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10 months ago
XXIII.
Rin
Conseguimos decodificar todos os dados
Rin
Estamos a caminho da Zona Externa!
Comecei a abrir e fechar o isqueiro, impaciente. Olhava esporadicamente a estrada, esperando por eles.
Quando avistei o carro da Random Play, uma certa tranquilidade se instalou no meu peito. Sabia que era só o começo daquele dia, mas a confiança que eu depositava neles era tamanha que tinha certeza que tudo daria certo.
Guiei-os para estacionarem o carro mais para dentro de Xilobrasa, onde Caesar e Burnice esperavam. Akira e Rin saíram e, imediatamente, começaram a montar os aparelhos que eles iriam usar para nos ajudar.
— Os saqueadores estão em uma Esfera Negra próximo daqui. — Akira disse, enquanto testava se estava tudo certo com o maquinário. — Nós vamos guiar vocês até eles, temos tudo o que precisamos.
Passei a língua nos lábios, umedecendo-os, nervoso. Ainda abria e fechava o isqueiro, secretamente, em uma vã tentativa de diminuir meu nervosismo. Rin percebeu que eu estava impaciente, sorrindo na minha direção.
— Calma — ela murmurou, chegando perto de mim. — Eu vou guiar vocês com o Eous.
Suspirei aliviado e ela riu mais abertamente.
— Que bom que você sabia a minha preocupação — pontuei. — Não quero que aconteça outro acidente.
— Não vai, pode ficar sossegado. — Piscou na minha direção, indo para onde estava o maquinário deles.
Percebi como Akira colocou Eous no chão enquanto Rin se posicionava na frente do computador. De repente, seus olhos começaram a brilhar como da outra vez, o símbolo estranho tomando conta das suas íris.
E, então, Eous chacoalhou a cabecinha, balançando as orelhas.
— Ah! — A voz de Rin saiu por ele. Eous colocou as patas na cabeça, rodando em torno de si mesmo, como se verificasse que estava tudo ok. — Faz tempo que eu não conecto no Eous. Que estranho.
— Está tudo funcionando bem? — Akira perguntou ao Bagboo. Ele anuiu. Depois, ele se levantou e olhou para Rin. — E desse lado? — Perfeito! — ela disse, fazendo um joinha com a mão. Ri da cena, incrédulo.
Eous veio andandinho na minha direção, olhando para cima, os orelhões caindo pra trás.
— Vai dar tudo certo, Lighter-san! — Rin me afirmou, piscando pelo bangboo. E eu não podia achar mais engraçadinho.
— Bom, vamos, galera. Antes que os saqueadores resolvam mudar de lugar — Caesar ordenou e fomos pegar as motos.
Era a mesma formação da primeira vez, tirando o fato de que era Eous comigo ao invés da Rin. Ela deu as coordenadas e paramos as motos do lado de fora, caminhando para dentro da esfera.
Lá dentro, o cenário não era muito diferente do outro lugar. Cheio de contêineres carregados. A diferença era a energia etérea que estava ao redor — e a provável presença de etéreos com ela.
Eous foi correndo na frente, apontando o caminho, o rostinho sério.
— Vamos! Eu desvio vocês dos etéreos até os saqueadores!
E ele disparou na frente. Fomos no seu encalço, sentindo que os etéreos estavam pelos arredores, mas não cruzamos com nenhum deles, como Rin havia prometido.
Ao chegamos no ponto onde os saqueadores se encontravam, eles estavam conferindo a carga para despacho: uma quantidade absurda de líquidos e bombas de fumaça.
— Rin, grave isso para enviarmos ao DPS. Peça reforços ao Akira, vamos precisar — Caesar pediu e Eous balançou a cabeça, afirmando.
Descemos discretamente até a área onde eles se encontravam, tentando fazer uma emboscada. Até o momento, estava tudo parecendo seguro.
Até o momento.
— Ora, ora, se não são os filhos de Calydon com a Caesar — ouvimos uma voz debochar. E, pela localização que o cara se encontrava, deveria ser o líder deles. — Quer dizer que vocês viraram justiceiros na Zona Externa? Patético!
— Nós estamos mantendo a ordem e a boa convivência! — Caesar rebateu e nós largamos do esconderijo. — Se vocês vão tumultuar, nós vamos entregar todos ao DPS sem dó.
— Porcos justiceiros. — O líder brandiu, irritado. — Bom, então espero que saibam lidar com isso daqui, já que go… Até que Rin gritou pelo Eous:
— A atividade etérea está aumentando muito rápido!
Ficamos alertas e, não precisou muito para eles começarem a se manifestar. Eram os etéreos em forma de banshee e eles vieram para cima de nós sem dó.
Burnice reagiu rápido, ligando os lança-chamas e atirando na direção deles. Uma parte queimou até virar churrasco, a outra se teletransportou. Caesar conseguiu defender o ataque deles, devolvendo com uma espadada que o cortou no meio.
Quando um tentou me acertar, o soquei usando a propulsão da manoa e ele se desfez no ar pela intensidade do golpe. Porém, mais deles apareceram, junto com um etéreo em forma de cachorro de armadura.
— Droga — Caesar reclamou, crispando os lábios.
Coloquei a mão sobre o ombro dela, insinuando que cuidaria do cachorro. Ela logo entendeu e se concentrou em passar pelas banshees com Burnice e chegar até os saqueadores.
Parecendo se sentir desafiado, o cachorro as ignorou e veio diretamente em mim. Comecei a desviar dos seus golpes com as unhas, socando-o sempre que tinha oportunidade. Ele ficava cada vez mais irritado.
— Pelo visto, bom garoto você não é — ele rugiu na minha direção, pulando pra cima de mim com agressividade. — Garotos maus tomam sarrafo — vangloriei, socando-o com a manopla carregada no meio do focinho.
E, no mesmo instante, a armadura ao redor dele se arrebentou e ele caiu no chão, imóvel.
— Heh, fácil. — Ajeitei os óculos, indo verificar Caesar e Burnice. Elas tinham lidado com os capangas.
Mas o chefe estava convencido demais, mesmo com a nossa iminente vantagem. Estreitei a vista, estranhando. Ele tinha uma carta na manga.
— O problema de porcos justiceiros que nem vocês, é que acham que sempre tem vantagem — ele reclamou, como se tivesse uma carta na manga.
E realmente tinha.
— Tem uma fissura se formando atrás dele! — Rin gritou pelo Eous e no mesmo instante, a fissura se abriu.
— Que bangboo interessantes o de vocês. Talvez eu devesse roubá-lo pra mim.
— Você não vai tocar no Eous ou na p…

#LighterBelle #イトリン

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XXII.
Dessa vez, eu queria fazer algo diferente com Rin.
Talvez não tão diferente de alguns encontros que tivemos, mas talvez fosse uma experiência única para ela. Por isso mesmo, a chamei para Xilobrasa no fim da tarde. Disse que a aguardaria no estacionamento.
Ela chegou perto da hora combinada, vindo ao meu encontro e a confusão nos seus olhos foi graciosa.
— Esse carro é seu? — Assisti a como ela erguia as sobrancelhas, estranhamento e surpresa em seu olhar.
— Haha, não. É da Piper — esclareci e Rin parecia insegura. — Ela deixou eu usar, calma.
— Você sabe dirigir um carro? — Arregalei os olhos, levemente ofendido.
— Claro que eu sei! — Defendi-me. Rin cruzou os braços, ainda suspeita.
— Burnice uma vez disse que somente uma pessoa e meia tinha carteira de motorista entre os filhos de Calydon… — Ela começou, olhando fixamente para mim, os olhos verdes acusadores. — E eu tenho uma leve suspeita que a “uma pessoa” é a Lucy. Ainda estou suspeitando da meia.
— Cahém — Pigarreei e Rin gargalhou. — Não vamos discutir sobre isso, ok? Mas você pode confiar que eu sei dirigir.
— Lighter-san, eu já andei de caminhão com a Piper — ela relembrou e eu ajeitei os óculos. — Eu confio que você ao menos dirija com segurança. Mas algum motivo de usarmos um carro dessa vez?
— Você vai ver quando chegarmos lá. — Sorri para ela, abrindo a porta do passageiro. Ela deu uma risadinha antes de entrar no carro, o rosto coradinho.
Encostei a porta dela, depois fui eu mesmo entrar na entrada do motorista. Ajeitei os cintos e saímos. O destino não era muito longe — e, pela hora, talvez pegássemos um lugar bom.
Quando chegamos, Rin começou a olhar em volta, tentando entender o que era. Estacionei o carro, pegando uma visão privilegiada do enorme projetor e, quando ela reparou, eu assisti ao brilho dominar o seu olhar.
— Cinema a céu aberto! — Ela virou o rosto para mim, empolgada. — Sério que os cinemas na Zona Externa são assim?!
— Sim, por isso eu disse que iria te trazer. Lembra? — O bri… — Eu achei que nós iríamos… woah! — Peguei-a no colo sem aviso, Rin passando os braços pelo meu pescoço no susto. — Lighter-san!
— Calma. — Ajeitei-a até conseguir colocá-la no teto do carro. Ela arregalou os olhos, preocupada. — Não vai quebrar nada, fica sossegada.
— Tem certeza que nós…? — Ela olhou em volta e viu outras pessoas fazendo o mesmo. Suspirou, mais aliviada. — É, você tem certeza. — Gargalhei, amando como ela ficou coradinha.
Fui para o outro lado e também subi no teto, puxando ela mais para o meu lado — e Rin escorou o corpo no meu, se aconchegando. Quando o Sol estava começando a se pôr, o filme começou.
Confesso que não sabia o que iria passar hoje, mas não me importava muito. Só estava atento às expressões de Rin, o brilho nos seus olhos, a maneira como ela parecia confortável estando ao meu lado.
No fim, o filme era outro romance água com açúcar — muito longe do que Rin gostava. Mas ela estava tão entretida com a experiência que parecia não se importar. A certa altura, eu encostei a cabeça na sua, bocejando, um pouco sonolento.
Senti como seus dedos vieram aos meus cabelos, acariciando as mechas, sem nunca tirar os olhos da tela. Ri baixinho para não atrapalhar a imersão dela — Rin estava tão acostumada a me tocar que já era natural para ela fazer isso.
Quando, horas depois, os créditos subiram, ouvi-la suspirar. Desencostei-me para poder observar o seu rosto — e Rin estava chorosa. Vi como ela esfregou os olhos para enxugar as lágrimas que ficaram presas.
— Ficou emotiva? — perguntei, descontraído. Ela me olhou em seguida, um pouco envergonhada.
— Acho que o ambiente todo me deixou mais emotiva que o normal — confessou, sorrindo para mim, ainda que seus olhos ainda estivessem um pouco marejados. — Mas foi um filme excelente. Eu não imaginei que seria tão intenso.
— Se você gostou, é o que importa pra mim. — Levei o nariz para encostar no seu, roubando um beijo dos seus lábios. Ela fez bico quando me afastei, emburrada. — O que foi?
— Você não pr… Ela parou um instante, ponderando e relembrando todos os filmes que havia me contado, mesmo aqueles dos quais eu nunca tinha visto — e a surpresa invadiu seu olhar. Acariciei seus cabelos, deixando-a com os próprios pensamentos enquanto descia do teto do carro.
Dei a volta e ajudei Rin a descer também. Entramos no carro e, assim que fechamos as portas, ela declarou:
— Eu nunca havia reparado sobre quanto eu falo sobre filmes com você.
— Por isso comecei a conhecer mais, também — complementei, fechando o cinto e dando partida. — E espero que continue a me falar mais, porque eu gosto muito de ouvir você analisando os filmes.
— Haha, sério? Eu costumava discutir com o oniichan quando assistíamos juntos. Mas hoje em dia ele só gosta de documentários.
— E você só de filmes de terror? — Ergui a sobrancelha, suspeito. Rin assobiou, fingindo de desentendida. — Tenho um pouco de pena do Akira-kun. Ele realmente não gosta de filmes de terror.
— Você sempre pode tomar o lugar dele para ver comigo~ — Ela sorriu, maldosa e eu senti um arrepio na espinha.
— Ahn… talvez não.
— Haha!
Saí com o carro, pegando a estrada de volta, mas não iria parar em Xilobrasa. Pelo horário, era mais sensato ir direto à Nova Eridu. Rin até estranhou, mas não questionou, aproveitando para observar a paisagem de carro.
— Você pode entrar na cidade com esse carro? — perguntou quando estávamos mais perto.
— Infelizmente, não. — Suspirei e ela baforou uma risada. — Nem me venha com isso da carteira de motorista, hein.
— Tá bom, tá bom.
Parei o mais perto que pude dos portões da cidade, estacionando em um acostamento somente para levá-la até dentro da cidade. Antes de partir, Rin agarrou meus dedos com força, virando-se na minha direção, olhando no fundo dos meus olhos.
— Lighter-san… — começou, respirando fundo, séria. — Eu e o oniichan encontramos pistas mais concretas sobre os saqueadores. Mas ainda não conseguimos condensar todas elas. No mesmo instante, franzi o rosto, sério. Rin parecia entristecida, baixando o olhar, acariciando meus dedos nos seus, as luvas grossas me impedindo de sentir sua textura, o seu calor.
— Assim que conseguirmos compilar tudo, nós vamos entrar em contato com vocês, está bem? — atestou. Apertei meus dedos nos seus, trazendo sua mão até meus lábios, beijando seus dedos. — Lighter-san?
— Princesa, eu confio em você. E em Akira-kun também. Vocês são os melhores proxies. — relembrei-a, sorrindo sereno. Ela pareceu menos aflita. — Vá para casa descansar. Quando vocês estiverem prontos, é só nos avisar. Os filhos de Calydon estarão dispostos em colaborar. Posso afirmar que a chefe vai amar poder pegar esses caras.
— Haha, é verdade. — Rin lentamente se desvencilhou dos meus dedos, olhando nos meus olhos, amorosa. — Obrigada por hoje, Lighter-san. Até a próxima.
— Até, minha princesa.
E, antes de deixá-la entrar na cidade, roubei um beijo dos seus lábios. Ela se demorou a separar dele, não querendo deixar meus lábios — mas era necessário. 
Esperei que ela estivesse segura dentro da cidade e voltei para o carro, dirigindo tranquilamente de volta à Xilobrasa. Depois, agradeceria à Piper por ter me emprestado — e colocaria mais combustível, também.

#LighterBelle #イトリン

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10 months ago

Aqueles que usam leitor visual, por favor, se dirijam ao link abaixo para melhor leitura e compreensão das imagens (puramente texto):

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10 months ago
Ele simplesmente me prensou contra o colchão enquanto metia em mim — e, dessa vez, eu vi estrelas, várias delas, de uma vez só.
— Lighter-san! — supliquei seu nome, sentindo o balançar do colchão, o som das molas enchendo meus ouvidos.
Só que não mais do que os seus gemidos.
Percebi como ele me prensou mais um pouco para que seu rosto alcançasse o meu, seus lábios buscando por um beijo — e eu cedi com tanta ânsia, tanto desespero que estava fora de mim.
O beijo foi torto, as bocas não conseguindo se encaixar, tamanho era o desespero com o qual ele metia em mim — e eu incentivava, gemendo cada vez mais alto, totalmente perdida na sensação que era ter ele dentro de mim.
Quando Lighter-san parou fundo dentro de mim outra vez e começou a esfregar a pelve na minha, eu não aguentei mais — e eu gozei tanto, mas tanto, que o corpo inteiro tremeu, quase arrancando a fronha do travesseiro de tanto que eu a puxei.
Eu também gemi tão alto que dessa vez eu senti a minha garganta raspar com força. Lighter-san ainda meteu mais em mim e meu corpo todo se arrepiava e tremia de leve.
— Lighter-saaan~ — choraminguei — Eu tô… sensível… — Sentia meus olhos virando de tanto tesão.
E, por mais aquele pouquinho, eu gozei outra vez, menos intenso, mas igualmente prazeroso. Percebi como Lighter-san respirava irregular outra vez — e parece que ele também tinha gozado outra vez, o aperto dos seus dedos nas minhas coxas aliviando.
Ele soltou minhas pernas, saindo de dentro de mim e eu estiquei o corpo todo, sentindo-me relaxar. O suspiro que deixou minha boca soltou todos os músculos do meu corpo — e eu ouvia a risadinha de Lighter-san, cansada, satisfeita.
Fechei os olhos um instante, aproveitando aquela sensação de pós-orgasmo, sentindo a cama ficar mais leve, depois mais pesada quando Lighter-san voltou. Abri os olhos devagar, percebendo que ele estava com o rosto pertinho do meu, tocando a ponta dos narizes.
— Satisfeita agora, princesa? — Beijou meus lábios com carinho e eu derreti.
— Sim.… Ele se encaixou ao meu lado na cama e eu virei um pouco, passando os dedos por seu rosto, seus cabelos, beijando seu queixo. Assisti a como ele fechava os olhos, nitidamente cansado — enquanto eu estava com muita energia. Continuei acariciando-o, tirando um pouco os cabelos do seu rosto, ajeitando minha mão em seu maxilar, passando o dedão por sua bochecha.
— Te esgotei, foi?
— Um pouco — admitiu, a respiração compassada, os olhos fechados. — Mas você fazendo carinho em mim sempre me deixa assim.
— Vou te ninar assim a partir de hoje — brinquei e ele riu pequeno. — Você acha que seu banheiro cabe duas pessoas?
— Não é para caber — observou, abrindo um dos olhos, molinho. — Sempre tem como tentar. O que você tem em mente?
— Nada de especial, bonitão. Só tomar um banho mesmo, antes que você durma todo suado aí. — Ele gargalhou da minha brincadeira. — Anda, diga que eu estou mentindo.
Senti como Lighter-san me puxou para ainda mais perto, me abraçando e beijando meus cabelos. Agarrei seu pescoço, me inundando no cheiro da pele dele.
Como eu estava sentindo falta daquilo, Deus.
— Você ganhou, princesa. Vamos tomar banho, antes que eu realmente caia de sono.
Ainda zoei com ele, cantando vitória. Fomos para o banheiro e, por mais que ficasse apertado, ainda era mais do que suficiente para nos lavarmos — especialmente porque eu lavei seu corpo e ele, o meu. Coloquei uma muda de roupa que havia trazido na bolsa e Lighter-san ficou só de cueca, não se importando muito de procurar algo mais para vestir.
Ele ainda tirou forças para trocar a coberta da cama antes de dormirmos. E eu adormeci exatamente como estava querendo há tempos: grudada com ele, nem um centímetro entre o meu corpo e o seu.
O tempo de espera valeu muito a pena, a lingerie também. O problema foi só explicar, no dia seguinte, o motivo de eu estar sem voz para o Oniichan quando voltei à locadora. 
Ele me olhou com a vista estreita, suspeito. E eu só assobiei, como quem não sabia o que estava acontecendo.
E, só …

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