O acesso a estes novos mercados não pode ser acompanhado por novas normas regulatórias. Esta carga administrativa pesa em qualquer organização, mas, para um tecido empresarial composto por PME, será mais difícil ultrapassar estas barreiras.
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@davidpedracosta.bsky.social
Personal and corporate finance, economics and management. Madeirense / Portuguese 🇵🇹🇪🇺
O acesso a estes novos mercados não pode ser acompanhado por novas normas regulatórias. Esta carga administrativa pesa em qualquer organização, mas, para um tecido empresarial composto por PME, será mais difícil ultrapassar estas barreiras.
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No entanto, existe aqui um risco escondido, relacionado com o hábito da União de complexificar o que deve ser simples com uma carga burocrática excessiva.
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A Região exportou cerca de 500 milhões de euros, registando um saldo positivo de cerca de 180 milhões de euros, exportando principalmente alimentos, químicos e vestuário. Apesar das limitações insulares, o produto certo no contexto certo cria uma oferta competitiva.
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No lado das exportações, apesar de não ser fácil para a RAM concorrer em novos mercados, a RAM continua a crescer na sua relação com mercados estrangeiros, atingindo um novo máximo no saldo da balança comercial com o estrangeiro.
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Para a Madeira, estes desenvolvimentos podem trazer benefícios. De forma mais imediata, temos uma nova base de compras, seja de fontes energéticas alternativas, seja através de fornecedores mais competitivos de materiais de construção ou de novas entradas de capital.
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A ideia não é eliminar o comércio existente com os EUA, até porque isso não seria possível nem desejável, mas sim aumentar as nossas possibilidades de resposta em caso de conflito comercial ou geopolítico.
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Estas iniciativas assentam em dois eixos estratégicos principais: a criação de parcerias estratégicas via Global Gateway Initiative e a redução de barreiras via Anti-Coercion Instrument. Estes esforços permitem diminuir a dependência em parceiros comerciais.
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Estamos todos a tentar descobrir como funcionarão as dinâmicas comerciais num futuro em que os Estados Unidos se afastam da ligação centenária com o mercado e os cidadãos europeus.
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Estas iniciativas têm a roupagem usual de diversificação de mercados e reforço da resiliência do mercado comum. No entanto, há uma parte importante que ninguém assume.
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Paralelamente a estas iniciativas, a União contraria anos de estagnação diplomática, tendo acordos perspetivados com Canadá, Austrália e diversos países do continente asiático.
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Após o acordo MERCOSUL, atrasado pelo Parlamento Europeu, a UE continuou a estratégia de diversificação económica com diversos mercados externos, estabelecendo um novo acordo de comércio com a Índia, com o objetivo de duplicar as exportações europeias para o país até 2032.
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Opinião de fevereiro no @dnoticiaspt
A nova ordem económica global e o reposicionamento da União Europeia
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Agora que o acordo UE-Mercosul está de volta às notícias, partilho o artigo que escrevi em Maio de 2025.
Planeio voltar a ativar o Substack este ano, subscrevam para novidades.
open.substack.com/pub/crossbor...
É de louvar a tentativa de reformar o código laboral – se bem que existe muito a dizer sobre a condução do processo, bem como sobre algumas das clausulas – mas sem um investimento e uma reforma complementar na educação, será difícil suster este crescimento.
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O nosso sistema judicial é ineficiente, as empresas demasiado pequenas e a educação tem muito a evoluir para convergir com os pares europeus. Apesar de começarmos a atrair diversas investimento em setores com maior intensidade tecnológica, é essencial continuar a crescer.
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Apesar destes progressos, subsistem problemas estruturais. A nossa economia fechou 2024 a 80,5% da média das economias europeias, uma forte melhoria face aos 74% de 2021. No entanto, é importante notar que este valor representa o nosso melhor resultado desde … 2010.
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Face à ausência de reformas nacionais, apesar do clima geralmente favorável, é inevitável pensar que estamos a perder uma excelente oportunidade de posicionar o país num sentido que permita convergir em termos reais com as economias mais desenvolvidas do Ocidente.
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A produtividade do trabalho em Portugal é apenas 68% da europeia e tem permanecido estagnada desde o virar do século. Paralelamente, e consequentemente, a evolução dos salários reais ainda está longe da média europeia e a capacidade industrial continua modesta.
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Contudo, uma leitura mais profunda destes resultados obriga a distinguir entre desempenho conjuntural e transformação estrutural.
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Em ambos os casos, o forte investimento privado e a evolução favorável de indicadores como dormidas, taxas de ocupação e rendimento médio por quarto sustentam este dinamismo.
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Estas diferenças são materiais, mas dão-nos a visão do copo meio cheio. O setor do turismo tem tido um desempenho fenomenal e Portugal e Espanha têm, obviamente, uma forte exposição a este setor.
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À primeira vista, a Península Ibérica está de parabéns. Comparando com outros países europeus, o contraste torna-se evidente: crescimentos modestos, fortes quebras industriais e dificuldades com choques energéticos e disrupções tarifárias.
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Simultaneamente, a economia espanhola cresceu, em 2024, muito acima da média europeia, após um período pós-Covid conturbado. Este desempenho reforça um padrão observado no Sul da Europa, em particular na Península Ibérica.
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A The Economist premiou a economia portuguesa como tendo o melhor desempenho em 2025, destacando o crescimento da economia acima da inflação e da média europeia, o baixo desemprego e a performance da bolsa portuguesa.
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O Sul da Europa tem somado diversos destaques favoráveis nos últimos anos, marcando uma recuperação pós-Covid de sucesso relativo.
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Partilho a opinião de dezembro no DN Madeira
Portugal e o Sul da Europa: crescimento conjuntural ou convergência real?
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Portugal não tem capital financeiro ou humano para criar modelos de IA de vanguarda ou para produzir chips de última geração, mas os data centers funcionam como “venda de picaretas” durante a corrida ao ouro, permitindo ao país beneficiar com o crescimento da IA.
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Para tal, é essencial reforçar a infraestrutura nacional: telecomunicações (5G e fibra), renováveis e redes de transporte e distribuição de eletricidade. Num mundo em que a nova corrida global será pelos watts, e não pelos barris de petróleo, Portugal pode competir.
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O impacto vai muito além do emprego. Este projeto pode gerar clusterização tecnológica, atraindo fabricantes de hardware, centros de I&D e startups que beneficiem da proximidade à capacidade computacional, permitindo a croação de um hub europeu e atlântico de IA e dados.
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Sines reúne um conjunto raro de vantagens: energia renovável a preços competitivos, acessoa água, espaço, ligação direta a cabos submarinos e um forte alinhamento institucional. Quando concretizado, este será um dos maiores investimentos de data centers da Europa.
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